Sábado, Janeiro 01, 2005
Feliz Ano Novo !!!
Sonhos ?! Fogos de artifício vistos de Montmartre, na próxima passagem de ano, está muito bom ...
(Paris - França)
- 5:10 PM |
[]
34442783
Domingo, Novembro 21, 2004
Pseudo-kuarup
Quatro crianças no corredor. Em branco leitoso de uma cegueira, o contraste vívido e pulsátil de vida nova. Brincadeiras risadas gritos. Abre a porta a advertência: Silêncio. Uma a uma, entra na sala por intervalos sem tempo. E na sala, alguns vultos brancos invisíveis, aproxima-se um, visível, e toma-a nos braços numa súbita carícia de pai balançando-a alto. Não: mantém alto seu obejto de exposição. Sons rasgantes de anotações: normalidade das funções fisiológicas desenvolvimento psico-intelectual acelerado QI estraordinário genética biomolecular privilegiada, finalmente exclama, total sucesso do acelerador genético na criação do ser humano perfeito!, mas, não há perigo no convívio social dessas cobaias ? Fecha a porta o silêncio, fica a advertência.
- Silêncio ?!, levanto-me terrificado.
Alívio. Porque silêncio nessa cidade, só morto só. Apenas mais um sonho da infância. Apenas mais um que se tem uma, duas vezes e do qual não se pode fugir. Tentando, pelo menos do ar ardido do quarto, saio mais cedo rumo a um compromisso que me espera a anos.
Rua de carros velozesmente embaçados multicoloridos da minha São Paulo cinza-gelo, onde sou translúcido. E por castigo de Deus, mal manipulação dos homens: sou lúcido.
(...)
Um crime qualquer, um assaltante armado qualquer. Sabia que tinha de manter a calma. Mas como sabia ? Nunca havia passado por isso em toda sua vida ! Minha vida, aliás. Ouço vozes de algum lugar inexistente e sei que estão em mim. Todo eu é os outros.
Nunca li nem adquiri conhecimento sobre a calma. É algo que veio embutido em mim como asas de papel a um ovo. Sem lógica. Sem importância. Mas com o qual tenho de conviver.
(...)
Cheguei a um prédio alto-alto tocando a tampa do céu. Nem eu nem árvore. E da copa, cai em vôo suicida um filhote de passarinho, morre.
- Mas ele não tem asas !?
Entro, perturbada.
(...)
... e da cobertura, um vôo sem asas vácuo asfalto.
(...)
Para que a visão do alto da árvore sem a estabilidade do totem-caule ? Viver pisando nuvens.
* Trechos que lembro (vagamente) da minha última redação no Colégio Quarup Novo Mundo.
- 2:23 AM |
[]
33570605
Sábado, Setembro 25, 2004
Boroboletear
você é uma lagarta listada
e olhando olhando
do bizarro ao estranho
estranho-engraçado
acostumei com seu corpo sua cara
não sei mais o que vejo
talvez porque não vejo mais nada
- Ahh, socorro ! Todos os meu comentários evaporaram ! O que está acontecendo ?
Não podendo mais confiar no Haloscan, coloquei o serviço do Blogger mesmo.
- 9:38 PM |
[]
32055443
Terça-feira, Maio 25, 2004
- Agreste da transição
Tão bom há quanto tanto é!
Perdoe a mim, realmente, não sei o que penso.
Claro que sei, tudo que passa: passarão no mundo, passarinho em mim.
Roda, roda ... "ciranda, cirandinha ..."
Apenas os cirandões fazem roda, mãos dadas,
Lábios trêmulos antecedeno o beijo.
Mar.
Olhos, olhos de ressaca
Mulher.
Quer guarda-chuva emprestado ?
Que é guardar chuva ?
E num mergulho suicida,
Respinga.
Pingo.
Pinga.
Ressaca !
Tropeços e risadas, embebidos no ardido solitário
Abre a porta,
Nosso marido bêbado, enfim.
- 10:02 PM |
[]
27057274
Sábado, Março 27, 2004
- 27/03 : Apresentação de Florbela Espanca,
Noturno, no Teatro Santos Dummont.
Sou a que chamam de triste sem o ser.
Sou a que chora sem saber porquê.
Sou talvez a visão que alguém sonhou.
Alguém que veio ao mundo pra me ver
e que nunca na vida me encontrou...
(Florbela Espanca)
- Descrição cênica : 26/03, 7:00 da matina, ao caminho do colégio, D. minha mãe, ao ler a faixa
"... Florbela Espanca Noturno (sic) ..." e, ouvindo minha ansiedade por ver a apresentação, comenta: "Tem certeza ? Uma peça tão
violenta ?".
Pessoas, isso só acontece na vida real e na TNT !
- 2:15 AM |
[]
23852328
Domingo, Março 14, 2004
09.11.03.11.09.11.03.11.09
11.03.11.09.11.03.11.09.11
Vermelhante,
vibra o vermelho vibrante.
Rosas de
Drummond lançadas.
Desumanas, doentias.
Anti-rosas perdidas.
Dizimadas, destruídas,
humanamente distorcidas.
Pensem...
Silêncio.
- 9:19 PM |
[]
23234262