Eu mesma !
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Abaixo o tô nem aí...

Não sou parte dessa sociedade do foda-se ... já pensou, como é tão fácil simplesmente não se importar com nada ? Não se envolver ou assumir seus sentimentos e erros ? Não se ligar às pessoas, por temer a separação ou não investir num começo , pelo medo do fim ? É medo de desilusão e decepção ... e ter espectativas, esperanças torna-se um jogo perigoso. E sonhar ... o maior dos riscos ! E tdo vai se acomodando à rotina e seguindo seu rumo triste e vazio.




Gente espinhuda...

Prazer, sou o Plínio

É inútil buscar frutos em um arbusto, onde só há espinhos. E por mais belas as flores, tornam-se desprezíveis na incessante tentativa de serem sempre tão invencíveis e invulneráveis. É tanto medo assim de serem tocadas ?





A hora do grito ...

E o que fora, passou a não mais existir...

Não que não me lembre dos detalhes, pois vejo tudo ainda com vivacidade... passando depressa em minha mente, como num filme, simplesmente inútil e patético. Cores vibrantes e fortes, os sons secos e abrasivos ecoam como enclausurados em um pesadelo terrível ... que se tem uma, e outra vez. E do qual não se pode fugir.


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- desde 08.02.2004






Sábado, Janeiro 01, 2005

Feliz Ano Novo !!!

Sonhos ?! Fogos de artifício vistos de Montmartre, na próxima passagem de ano, está muito bom ...




(Paris - França)



Domingo, Novembro 21, 2004



Pseudo-kuarup

Quatro crianças no corredor. Em branco leitoso de uma cegueira, o contraste vívido e pulsátil de vida nova. Brincadeiras risadas gritos. Abre a porta a advertência: Silêncio. Uma a uma, entra na sala por intervalos sem tempo. E na sala, alguns vultos brancos invisíveis, aproxima-se um, visível, e toma-a nos braços numa súbita carícia de pai balançando-a alto. Não: mantém alto seu obejto de exposição. Sons rasgantes de anotações: normalidade das funções fisiológicas desenvolvimento psico-intelectual acelerado QI estraordinário genética biomolecular privilegiada, finalmente exclama, total sucesso do acelerador genético na criação do ser humano perfeito!, mas, não há perigo no convívio social dessas cobaias ? Fecha a porta o silêncio, fica a advertência.
- Silêncio ?!, levanto-me terrificado.
Alívio. Porque silêncio nessa cidade, só morto só. Apenas mais um sonho da infância. Apenas mais um que se tem uma, duas vezes e do qual não se pode fugir. Tentando, pelo menos do ar ardido do quarto, saio mais cedo rumo a um compromisso que me espera a anos.
Rua de carros velozesmente embaçados multicoloridos da minha São Paulo cinza-gelo, onde sou translúcido. E por castigo de Deus, mal manipulação dos homens: sou lúcido.
(...)
Um crime qualquer, um assaltante armado qualquer. Sabia que tinha de manter a calma. Mas como sabia ? Nunca havia passado por isso em toda sua vida ! Minha vida, aliás. Ouço vozes de algum lugar inexistente e sei que estão em mim. Todo eu é os outros.
Nunca li nem adquiri conhecimento sobre a calma. É algo que veio embutido em mim como asas de papel a um ovo. Sem lógica. Sem importância. Mas com o qual tenho de conviver.
(...)
Cheguei a um prédio alto-alto tocando a tampa do céu. Nem eu nem árvore. E da copa, cai em vôo suicida um filhote de passarinho, morre.
- Mas ele não tem asas !?
Entro, perturbada.
(...)
... e da cobertura, um vôo sem asas vácuo asfalto.
(...)

Para que a visão do alto da árvore sem a estabilidade do totem-caule ? Viver pisando nuvens.

* Trechos que lembro (vagamente) da minha última redação no Colégio Quarup Novo Mundo.


Sábado, Setembro 25, 2004

Boroboletear

você é uma lagarta listada
e olhando olhando
do bizarro ao estranho
estranho-engraçado
acostumei com seu corpo sua cara

não sei mais o que vejo
talvez porque não vejo mais nada

- Ahh, socorro ! Todos os meu comentários evaporaram ! O que está acontecendo ?
Não podendo mais confiar no Haloscan, coloquei o serviço do Blogger mesmo.


Terça-feira, Maio 25, 2004

- Agreste da transição

Tão bom há quanto tanto é!
Perdoe a mim, realmente, não sei o que penso.

Claro que sei, tudo que passa: passarão no mundo, passarinho em mim.
Roda, roda ... "ciranda, cirandinha ..."
Apenas os cirandões fazem roda, mãos dadas,
Lábios trêmulos antecedeno o beijo.
Mar.
Olhos, olhos de ressaca
Mulher.

Quer guarda-chuva emprestado ?
Que é guardar chuva ?
E num mergulho suicida,
Respinga.
Pingo.
Pinga.
Ressaca !
Tropeços e risadas, embebidos no ardido solitário
Abre a porta,
Nosso marido bêbado, enfim.


Sábado, Março 27, 2004

- 27/03 : Apresentação de Florbela Espanca, Noturno, no Teatro Santos Dummont.

Sou a que chamam de triste sem o ser.
Sou a que chora sem saber porquê.
Sou talvez a visão que alguém sonhou.
Alguém que veio ao mundo pra me ver
e que nunca na vida me encontrou...

(Florbela Espanca)


- Descrição cênica : 26/03, 7:00 da matina, ao caminho do colégio, D. minha mãe, ao ler a faixa "... Florbela Espanca Noturno (sic) ..." e, ouvindo minha ansiedade por ver a apresentação, comenta: "Tem certeza ? Uma peça tão violenta ?".
Pessoas, isso só acontece na vida real e na TNT !



Domingo, Março 14, 2004



09.11.03.11.09.11.03.11.09
11.03.11.09.11.03.11.09.11


Vermelhante,
vibra o vermelho vibrante.

Rosas de Drummond lançadas.
Desumanas, doentias.

Anti-rosas perdidas.
Dizimadas, destruídas,
humanamente distorcidas.

Pensem...


Silêncio.